segunda-feira, 3 de março de 2008

maratonas aquaticas

12 comentários:

felipão disse...

abertura do Circuito Mundial de maratonas aquáticas da FINA, a II Maratona Aquática Internacional de Santos/Troféu Renata Agondi, reuniu na Praia do Boqueirão, em Santos, neste sábado (26/1) 92 nadadores de 17 países. O italiano Valério Cleri, número 2 do Mundo, e a russa Larissa Ilchenko, seis vezes campeã mundial (quatro nos 5 km e duas nos 10 km) foram os mais rápidos na prova, que teve 10 km, a distância oficial olímpica.

Os brasileiros Allan do Carmo ficou com o terceiro lugar do pódio e Ana Marcela Cunha em quinto. Poliana Okimoto mesmo após passar mal na metade do percurso garantiu o 9º lugar.

Na disputa masculina, Valério Cleri, vencedor de quatro etapas do Circuito Mundial no ano passado (Itália, México, Hong Kong e China) cruzou o pórtico de chegada após 2h03min42s. O russo Evgeni Drattsev, vice-mundial nos 5 km e bronze nos 10 km, foi o segundo colocado. Mas a festa mesmo foi para Allan do Carmo, que disputou a segunda posição na batida de mão.

-Trabalhei desde novembro com o meu técnico (Rogério Arapiraca) pensando nessa prova. Superei grandes nomes, mostrando que estou evoluindo. Esse resultado vai me estimular ainda mais para a vaga olímpica-, afirmou o atleta de Salvador, bronze no Pan Rio 2007.

-Desde o início nadei no grupo da frente e depois fui economizando energia, ficando no bolo de trás. Faltando 2 mil metros, forcei para chegar bem-, contou o nadador de apenas 18 anos, que foi bem superior na revanche particular contra os seus -algozes- no Pan, os norte-americanos Francis Crippen e Chip Peterson (ouro e prata). Desta vez, Fran ficou em oitavo.

Com o resultado, Allan do Carmo se classificou para o Mundial de Sevilha (Espanha), em maio, onde serão definidos os atletas olímpicos, junto com o gaúcho Marcelo Romanelli, 12º colocado em Santos. -Meu objetivo era garantir a minha vaga para Sevilha e deu tudo certo. Agora o foco é todo para a seletiva-, disse o competidor de 32 anos, que também disputou o Pan Rio sendo o 7º colocado.

Já o vencedor da prova ficou satisfeito com o resultado. -Gostei muito daqui. Foi uma prova forte, com um nível alto. Agora vou pensar em Sevilha. Se sair tudo bem, posso pensar em medalha nos Jogos-, afirmou o Valério, que tem 26 anos.

Na disputa feminina, Larissa Ilchenko confirmou a sua superioridade e completou o desafio em 2h04min04s, superando a norte-americana Kristen Groome, e as alemãs Ângela Maurer, número 1 do Mundo em 2007 e vencedora em Santos na edição passada, e Britta Corestein, tricampeã mundial e vice na disputa santista.

Logo depois, veio Ana Marcela, de apenas 15 anos de idade e que treina na equipe Unisanta. -O meu objetivo era vencer entre as brasileiras para ter o meu técnico (Márcio Latuf) junto comigo em Sevilha. Consegui e agora é treinar mais ainda para o Mundial. Me sacrifiquei nos feriados, natal, ano novo para conseguir esse resultado e ganhei da Poliana, da campeã do Pan. Isso mostra que estou crescendo cada dia mais-, vibrou.

A atual bicampeã brasileira disse que a estratégia foi nadar junto com as tops do Mundo. -Tudo o que elas faziam eu tentava copiar. O Brasil é novo neste tipo de prova e estou aprendendo muito com as melhores do Mundo. Eu ainda estou começando, tenho dois anos de experiência-, argumentou Ana Marcela, 7ª colocada no Pan Rio.

A prova abriu o circuito mundial e teve US$ 20 mil em premiação. Além de parte das comemorações do aniversário de Santos, faz uma homenagem à memória de Renata Câmara Agondi, nadadora santista, que se tornou uma das principais atletas nacionais de maratonas em todos os tempos, e falecida em 1988, na tentativa de cruzar a nado o Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a Europa.

felipão disse...

29/11/2006

Entrevista com o Nadador Humberto Ribeiro.

O Aluno Humberto Ribeiro ficou em primeiro lugar na Travessia Ribeira/Bonfim/Ribeira realizada no último dia 29/10 em Salvador.

Com apenas 12 anos, o Aluno da 7ª série do Colégio Integral tem o nadador Ian Crocker, recordista mundial de nado borboleta, como ídolo no esporte. Porém, não deixa de ressaltar a carreira do medalhista no Pan de Santo Domingo, Tiago Pereira, além dos seus colegas Alan Mamede, Luis Rogério Arapiraca e Mário Pereira.
Para Humberto, seus treinadores, Rogério Arapiraca e Márcio Cunha, tiveram um papel crucial na sua vitória, onde concorreu com 7 outras crianças da sua categoria.
Segue abaixo um trecho da descontraída entrevista feita com a promessa mirim:

IN: Como foi seu Treinamento?
Humberto: Foi muito difícil, tive que treinar muito para conquistar meu objetivo, 800 metros.

IN: Você teve medo em algum momento da travessia?
Humberto: Que medo que nada, eu sou macho pow!

IN: Quando, e o que, o motivou a ser nadador?
Humberto: Aos 6 anos, comecei por vontade própria. Antes eu treinava futebol na ACEB (antiga AECO), mas via os outros meninos nadando e pedi para nadar também. O resto é história.

IN: Quais as competições que vc já participou?
Humberto: Campeonato baiano de piscina, campeonato baiano de maratonas aquáticas, campeonato em aracaju, norte nordeste, nordestinho entre diversas outras.

IN: Existem rumores que você tem saido com celebridades, é verdade?
Humberto: Nenhuma ainda, mas Paris Hilton tem me ligado ultimamente.

IN: Qual seu obejtivo na natação?
Humberto: Carreira Mundial, Olimpíada.

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Confira o currículo do atleta:



ALUNO: HUMBERTO CORREIA RIBEIRO
IDADE: 12 ANOS
MODALIDADE: NATAÇÃO TRAVESSIAS MARÍTIMAS E PISCINA – MEDLEY ( PEITO, CRAW, BORBOLETA E COSTAS)
CATEGORIA: PETIZ II

2003:

 Copa dos campeões -> 3º Lugar (50m peito)
 Concurso Mirim Petiz-> 3º Lugar (50m livre)
 Festival Princesa do Sertão -> 2º Lugar (50m borboleta)
 Festival Princesa do Sertão -> 2º Lugar ( 50m livre)
 Festival Mirim Petiz de verão -> 3º Lugar ( 50m peito)
 Concurso Mirim Petiz-> 3º Lugar (50m peito)

2004:
 Festival Mirim Petiz de Verão -> 1º Lugar (50m borboleta)
 Travessia INEMA -> 5º Lugar
 Concurso mirim petiz-> 2º Lugar (50m peito)
 Concurso mirim petiz-> 3° Lugar (50m peito)

2005:

 JOCOPAR -> 1º Lugar ( 50m borboleta)
 JOCOPAR -> 3º Lugar (50m livre)
 Marista open de natação -> 1° Lugar ( 25m de borboleta)
 Marista open de natação -> 2º Lugar ( 50m livre)
 IV Copa dos campeões -> 3º Lugar ( 100m peito)
 Festival nordestino de natação -> 3º Lugar ( revezamento)
 II Concurso Mirim Petiz e Absoluto -> 2º Lugar ( 50m peito)
 III Concurso Mirim Petiz e Absoluto -> 2º Lugar (50m borboleta)
 III Concurso Mirim Petiz e Absoluto -> 3º Lugar (50m livre)
 V Concurso Mirim Petiz e Absoluto -> 2º Lugar ( 100m peito)
 Festival Mirim Petiz de Inverno -> 1º Lugar ( 4x50m medley)
 Festival Mirim Petiz de Inverno ->1º Lugar ( revezamento)
 Festival Mirim Petiz de Inverno ->3º Lugar ( 50m borboleta)

2006

 6º melhor atleta do ano masculino até 10/07/2006 (PETIZ II)
 5º-100 metros peito masculino – Petiz II (Troféu Kako Caminha - Fortaleza/CE.)
 12º-50 metros costas masculino – Petiz II (Troféu Kako Caminha - Fortaleza/CE.)
 1º lugar 50 metros peito masculino infantil (JOCOPAR)
 4º lugar 50 metros borboleta masculino infantil (JOCOPAR)
 14º 100 metros borboleta masculino - entre todas as categorias (Festival mirim/petiz de inverno e open de natação)
 22º 100 metros peito masculino - entre todas as categorias (Festival mirim/petiz de inverno e open de natação)
 15º 100 metros peito masculino - entre todas as categorias (3º Concurso absoluto)
 2º lugar Campeonato Baiano de Maratonas Aquaticas 2006 - Travessia de Inema (Petiz II)
 3º lugar 100m peito - Taça Governador Estado de Sergipe
 3º lugar 100m borboleta - Taça Governador Estado de Sergipe
 1º lugar 200m medley - Taça Governador Estado de Sergipe
 1º lugar 50 m livre – Taça princesa do Sertão – Feira de Santana
 3º lugar 100m medley - Taça princesa do Sertão – Feira de Santana
 4º lugar Norte Nordeste – Taça Caco Caminha – João Pessoa
 2º lugar em peito e Medley – Copa dos campeões - Salvador
 1º lugar Travessia Ribeira Bonfim

felipão disse...

Victor Simões ganha a Travessia Mar Grande Salvador

Nadador baiano foi o destaque no geral masculino, mas no feminino a ganhadora foi a capixaba Pepenha




A Baía de Todos os Santos brindou o baiano Victor Simões (Aceb/BA) e a capixaba Maria da Penha (SMS/Aest) como os grandes campeões da 44ª Travessia Mar Grande-Salvador, realizada ontem, com chegada no Porto da Barra. Cada um levou um prêmio de R$3 mil. O resultado do feminino apagou o brilho da baiana Ana Marcela, de apenas 14 anos e promessa já consumada na categoria de maratonas aquáticas. Ela ficou em segundo lugar, perdendo o título para a nadadora do Espírito Santo, conhecida como Pepenha. A terceira a cruzar a linha de chegada foi Francini Silva Vieira. No masculino, Allan Mamedio do Carmo ficou em segundo lugar, seguido pelo também baiano Rafael Motta e Gallo.

Os 12km que separam a Praia do Duro (Mar Grande), local da largada, ao Porto da Barra foram completados com o tempo de 1h57min56s por Victor Simões, único atleta abaixo do tempo de duas horas. Depois de perder o título do ano passado por causa da maré, que o jogou para longe do funil de chegada, o baiano foi só emoção quando pisou as areias da Praia do Porto. As lágrimas ficaram presas, mas o queixo ficou totalmente trêmulo durante o abraço caloroso na mãe, Avani Pires Simões. Sem dar uma palavra, abraçou ainda a namorada, Camila Gomes, antes de partir para o abraço com a torcida, formada por 52 familiares e amigos vestidos com camisas grafadas com o nome do atleta.

Depois de ser agarrado pelos tietes, Victor subiu na grade de proteção e acenou em agradecimento ao guia, Antônio Carlos Carvalho, o Cacau, que ainda estava no barco. “Não consegui falar nada porque vim focado para ganhar a prova, depois de muitas vezes que bateu na trave”, destravou a garganta, em referência à edição passada da travessia. “Fiz uma prova muito forte desde o início. Abaixei a cabeça e segui meu guia, que ficou responsável por escolher o trajeto”, destacou.

A maré de enchente não foi tão forte como esperavam atletas e organizadores da prova e, desta vez, ajudou o campeão Victor Simões. “Agora a maré me ajudou. Pensamos que ela ia me jogar para fora do trajeto, mas não jogou. Vim o tempo todo em linha reta”, destacou o vencedor.

As águas da Baía de Todos os Santos não foram generosas com a
baiana Ana Marcela. Ela pegou um trajeto diferente, direcionado ao Farol da Barra, esperando a força da maré. A expectativa não se consumou e ela acabou perdendo a primeira posição, depois de liderar mais da metade da competição.

Padrinho - Quem marcou presença e saudou a travessia como padrinho da prova foi o campeão mundial e olímpico de vôlei de praia Ricardo. Ele saudou os vencedores durante suas férias em Salvador. “Estou curtindo a prova um pouquinho e ainda ganhei esse presente da organização da competição”, ressalvou.

Perguntado se conseguiria completar os 12km da travessia a nado, Ricardo brincou: “Cada um na sua praia. Meu terreno é a areia”. Ele volta a treinar no mês que vem de olho na classificação para os Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
A prova foi tranqüila e sem nenhuma anormalidade. Apenas cinco atletas não cruzaram a linha de chegada e foram recolhidos pelos barcos depois de estourado o tempo de quatro horas dado para a competição pela Marinha. Participaram 112 nadadores.

***
Nadadora capixaba estraga a festa baiana

Ela saiu de Vitória, capital do Espírito Santo, para desbancar a baiana Ana Marcela e levantar o troféu da Travessia Mar Grande-Salvador. Maria da Penha Cruz, a Pepenha, 22 anos, completou os 12km com o tempo de 2h11min50s e faturou o primeiro lugar. Indicou como principal causa da vitória o auxílio da guia baiana e também nadadora, Pâmela Engel.

“Ela definiu meu ritmo, decidiu a hora da alimentação e todo o trajeto que fizemos”, relatou Pepenha sobre a guia. As duas dividem viagens e quartos de hotel e são grandes amigas. No entanto, nem sempre estão do mesmo lado. Nadam o mesmo Campeonato Brasileiro de Maratonas Aquáticas e são grandes adversárias dentro d’água.

Pepenha deu o troco a Ana Marcela, que a desbancou no ano passado na Travessia dos Fortes, uma das provas mais concorridas na América Latina. Mas não deixou de elogiar a colega. “Estamos sempre disputando e ela é uma menina que nada igual a gente grande”, disse Pepenha. “Para mim, ela é sensacional. Sou fã dela”.

Pepenha só treinou essa semana para a travessia e conseguiu perder 4kg que tinha em excesso. Para aproveitar a passagem pela Bahia, vai comemorar a vitória com abará e um prato de feijoada, oferecidos pelo colega Allan Mamedio. “Estou na casa do Allan e os baianos são muito receptivos. Mesmo sendo de fora, recebi muitas palmas dos torcedores”, comemora, com sorriso no rosto.

***
Ana Marcela vai mudar de clube

A grande esperança da Bahia na Travessia Mar Grande-Salvador, Ana Marcela, pegou o caminho errado e perdeu o título que defendia. Ao final da prova, ela anunciou a mudança para o Clube Unisanta, de Santos-SP, e deve deixar a Bahia. Ela completou a prova com 2h14min59s, 3min9s atrás da primeira colocada. Enquanto a maioria dos competidores traçou uma linha reta da Praia do Duro ao Porto da Barra, Marcela se direcionou ao Farol da Barra na esperança de driblar a ação da maré de enchente. No entanto, as águas estavam bem comportadas
A nadadora treina há 15 dias com o pai, George Cunha, e estava sem clube. Agora, acaba de assinar um contrato com o Unisanta. “Devo me mudar para São Paulo, mas ainda não sei se meus pais irão”, confirmou. Sobre a prova, Ana Marcela suavizou nas críticas ao barqueiro guia e disse ter perdido rendimento por causa do pouco tempo de treinamentos. “Acho que faltou um pouco de ritmo porque voltei a treinar há apenas duas semanas”, avalia.

A atuação da atleta preocupa o presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA), Sérgio Silva. “A derrota nos preocupa porque ela é adversária direta de Pepenha na luta pela vaga nos Jogos Pan-Americanos”, analisa. As duas competem por uma das duas vagas brasileiras no Pan 2007 numa seletiva em maio, no Rio de Janeiro.

***
Perseverança foi palavra de ordem do vencedor

Depois de um ano de desempenho razoável por causa de uma lesão no ombro direito, que o deixou dois meses longe da natação, e ainda sem contar com o apoio financeiro de um patrocinador, Victor Simões nadou forte para vencer a travessia. Liderou a prova desde o início, tendo na cola o amigo e colega de clube, Allan Mamedio, segundo colocado. Para vencer, superou até uma cãibra na perna direita no final da prova.

A vitória serviu para desatar o nó na garganta, entrelaçado desde o ano passado, quando perdeu a mesma travessia por causa da maré, que o jogou para longe da linha de chegada. “Em 2006, liderei quase a prova toda e acabei chegando em terceiro por causa da direção das águas. Desta vez a maré não me prejudicou”, lembra.

A mãe, Avani Simões, não escondia a aflição e receava a repetição do desastre do ano passado. Mesmo quando os organizadores divulgavam no sistema de som que ele tinha 80% de chance de chegar na frente, ela ainda segurava a comemoração. O sorriso só apareceu no rosto de Avani quando o filho despontou próximo à praia e correu para o abraço materno.

Para comemorar a conquista, nada de farra. “Vou para casa descansar. Só vou festejar a partir de terça-feira e no Festival de Verão”. Na trajetória para chegar ao título, Victor treinou três horas nos dias que antecederam a prova e deixou as férias de lado. Desde novembro rala para manter a forma. “Fiz até musculação para fortalecer o ombro, sem o treinador saber, em paralelo com os treinos de piscina”, entrega. Victor Simões é atleta da seleção brasileira de águas abertas e é treinado por Rogério Arapiraca.

A grande esperança do nadador agora é conseguir um patrocinador para ter condições de viajar para competir pelas etapas do Campeonato Brasileiro de Maratonas Aquáticas e pelo Sul-Americano Juvenil.

***
RESULTADOS

Geral masculino
1) Victor Pires Simões (Aceb/BA) - 1h57min56s
2) Allan Mamédio (Aceb/Ba) - 2h02min52s
3) Rafael Gallo (Iate Clube da Bahia) – 2h07min24s
4) Venicius Barcelos Suim (Alvares Cabral) – 2h13min31s
5) Victor Evaristo Conceição Ruibal (Vitória) – 2h26min44s
Geral feminino
1) Maria da Penha Cruz (SMS/Aest) – 2h11min50s
2) Ana Marcela de Jesus Soares da Cunha (sem clube) – 2h14min59s
3) Francini Silva Vieira (Clube Olímpico de Natação) – 2h22min18s
4) Thaís Souza de Jesus (Clube Olímpico de Natação) – 2h32min33s
5) Gabriela Arruda Oliveira (Aceb/BA) – 2h37min42s

Categorias

Adulto feminino
Maria da Penha Cruz (SMS/Aest) – 2h11min50s
Adulto masculino
Rafael Gallo (Iate Clube da Bahia) – 2h07min24s
Deficiente alto
Marcelo Collet e Silva Mauro (AAB) – 2h38min02s
Deficiente baixo
Luciano Nogueira do Nascimento (Centro Olímpico de Natação) – 3h45min33s
Deficiente médio
Paulo Marcos Amorim Cunha (Centro Olímpico de Natação) – 3h46min16s
Infantil feminino
Ana Marcela de Jesus Soares da Cunha (sem clube) – 2h14min59s
Infantil masculino
Fagner Silva Albuquerque (Clube Olímpico de Natação) – 2h21min59s
Júnior masculino
Victor Pires Simões (Aceb/Ba) - 1h57min56seg
Juvenil feminino
Francini Silva Vieira (Clube Olímpico de Natação) – 2h22min18s
Juvenil Masculino
Mateus Oliveira Malaquias (Clube Olímpico de Natação) – 2h24min
Master A
Max Almeida da Cunha (Vitória) – 2h33min57s
Master B
Isabela Brasileiro de Jesus (Vitória) – 3h13min11s
Master C
Feminino
Vanuza Regina Maciel (AAB) – 3h42min48s
Masculino
Jardiel Luquini da Silva Filho (Salvamar) – 3h19min10s
Master D
Marcelo Vinícius Almeida de Freitas (Salvamar) – 2h38min48s
Master E
Feminino
Angela Britto de Magalhães (AAB)
Masculino
Luiz Walter Coelho Filho (Nado Livre) – 2h47min33s
Master F
Feminino
Desirée Dalia (Dalia Acqua) – 3h37min39s
Masculino
Paulo Soares Pessanha (Rio Swim) – 3h27min16s
Master G
Feminino
Maria Josélia Borges da Silva Souza (AAB) – 3h56min17s
Masculino
Ranulfo Contreiras Lima Filho (AABaneb) – 3h20min34s

felipão disse...

A Federação Bahiana (com h) de Natação, oriunda da Federação dos Clubes de Regatas do Estado da Bahia, foi fundada em reunião realizada, no escritório da Sede do Esporte Clube Vitória, em 7 de Agosto de 1953, às 20h30min, presidida pelo desportista Carlos Martins Catarino, e secretariada pelos Srs. Orlando Dórea Reis e Aldo Dórea de Mendonça. Participaram também representantes do Esporte Clube Vitória, Humaitá Esporte Clube, Esporte Clube Brasil e o Sula América Esporte Clube.

Nesta oportunidade foram escolhidos os representantes dos quatro clubes presentes e os esportistas Orlando Dórea Reis, Everaldo daGama, Carlos Martins Catarino, Newton Moura Costa, Otávio Dantas de Oliveira e Aderbal Costa Pereira de Freitas, para comporem a Comissão para elaboração dos Estatutos, com poderes para dirigir a Federação até a sua filiação junto à Confederação Brasileira deDesportos Aquáticos.

Em 14 de Agosto deste mesmo ano foi eleito Carlos Martins Catarino para Presidente e dirigir os destinos da Federação, juntamente com sua diretoria. Nesta época a natação de piscina e o pólo aquático eram os desportos mais praticados, bem como a natação em águas abertas, que logo teve destaque, em 1955, com a Primeira Travessia a Nado de Mar Grande para Salvador, mais especificamente, Porto da Barra, com distância média de 10km, cujo primeiro vencedor fora José Liberato de Matos e, tendo como a primeira mulher a realizá-la, a atleta máster atual, pertencente ao Clube da AECO - Associação dos Empregados da Copene, Marília Barreiros. Vale ressaltar o grande recordista masculino deste percurs

o foi o nadador da Associação Atlética da Bahia, Clóvis Agra, com 1h34min 54. A Bahia sempre foi destaque nacional e no Norte/Nordeste, sendo campeão em diversas oportunidades ao longos desses anos.

O Estado teve grandes destaques de nível nacional, tais como:
- Eraldo Gama Lobo
- José Liberato de Matos
- Marília Barreiros
- Patrícia Pinto de Abreu
- Francisco Caetano Guimarães
- Roberto Simon Neto
- Antônio Mascarenhas
- Flávia Rossi Rey
- Frederico Guilherme Caldas Argolo
- Sônia Maria de Jesus, e outros.


Os atletas que mais se destacam atualmente são:
- Edvaldo Valério
- Nayara Ribeiro
- Viviane Motti
- Marcos Sapucaia
- Alex Becker.

Em 28 de dezembro de 1985 a FBN - Federação Bahiana de Natação, organizou o primeiro torneio Baiano de Máster, na Associação Atlética da Bahia. Em 3 de Maio a Federação deixou de ser Bahiana de Natação para Baiana de Desportos Aquáticos, devido à abrangência dos desportos praticados. Sofreu também adaptação à nova lei dos desportos nacionais, lei Pelé. A Federação hoje funciona numa sala do Edf. do Palácio dos Esportes, situado na Praça Castro Alves, Centro de Salvador-Ba.



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felipão disse...

Falar em falta de patrocínio virou lugar comum quando o assunto é esporte olímpico. O problema preocupa atletas de várias modalidades. O exemplo que vamos apresentar abaixo mostra que nem mesmo uma medalha pan-americana e a chance real de disputar as olimpíadas garantem o apoio necessário.

Um jovem de dezoito anos prepara um currículo, situação comum para quem está começando a vida profissional. Estranho é que um certo rapaz precise fazer isso. Ele tem experiência comprovada. Na área em que atua, é o melhor do Brasil e terceiro das Américas. Sucesso na carreira é certeza de emprego em qualquer profissão. Mas no caso de Allan, os resultados não estão garantindo estabilidade.

Junto com o currículo, Allan do Carmo apresenta aos empresários um vídeo com as principais conquistas dele. A imagem mais marcante é a medalha de bronze no Pan do Brasil, no ano passado, na prova de maratona aquática.

Allan é um dos nadadores brasileiros com mais chance de chegar aos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas sem patrocínio, a luta pela vaga fica muito mais difícil. Os pais ajudam como podem. Pagam despesas médicas, academia e às vezes, fazem o papel de nutricionistas.

O pai, Walmir, também é o motorista particular do atleta. Todo dia, são mais de trinta quilômetros até o clube onde Allan treina em dois turnos.

Allan tenta compensar com esforço a falta de apoio. Ele nada 110km por semana. Treina todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados. Faltam cinco meses para as olimpíadas e o atleta que conquistou a primeira medalha brasileira no Pan quer repetir o feito em Pequim.

A prova de maratona aquática abre os jogos olímpicos. Nos treinos, Allan tenta se concentrar no objetivo sem deixar os problemas atrapalharem. “Não é fácil”, diz. “Eu acho que a gente tem de saber separar o momento do treinamento e a dificuldade. A gente tenta separar, mas não consegue completamente. Eu acho que quando você quer muito uma coisa, tem que correr atrás, não pode esperar, senão não consegue nem o patrocínio ir a Pequim”, afirma

Passar o ano olímpico sem patrocínio é como entrar na água bem atrás dos adversários. “Em termos de Brasil, acho que todos que disputam comigo têm patrocínio. Eu acho que eles só olham ali no momento. Você foi o herói do dia e depois você não é mais nada; todo dia tinha que ter uma competição tipo o Pan pra eles olharem pro esporte’, analisa Allan.

O campo é concorrido. O jovem profissional busca um lugar no mercado. Na piscina e no computador, lutas diferentes. Um mesmo objetivo: chegar às olimpíadas representando a Bahia.

felipão disse...

Ana Marcela Cunha
Aos 15 anos, a baiana Ana Marcela fez sua estréia em Jogos Pan-Americanos com um sétimo lugar nos 10 km da maratona aquática, prova que também foi incluída na programação do torneio pela primeira vez.

Apesar do resultado modesto, a atleta já tem experiência internacional na modalidade. No ano passado, ela foi campeã brasileira e sul-americana e ainda disputou o Mundial da modalidade, na Itália, terminando em 11º lugar.

Os resultados levaram a baiana a mudar de cidade, trocando Salvador por Santos, no litoral paulista. Os pais, para não deixá-la sozinha, fecharam uma loja de produtos para animais e acompanharam a filha na mudança.

Ana Marcela sempre pôde contar com o apoio incondicional da família. O pai, o seu Jorge, chegou a assinar um termo de compromisso para que a filha participasse de um torneio, já que só eram aceitos atletas com mais de 12 anos.

Estudante do primeiro ano do ensino médio, Ana Marcela ainda tenta encontrar tempo para jogar vídeo-game, um de seus passatempos preferidos, junto com a Internet. Para ela, uma das vantagens da mudança para Santos foi o fato de poder treinar em grupo. “Nos treinos de sábado, todo mundo fica junto e, mesmo que meu treino não seja igual, eu me sinto motivada”, afirma.

A nadadora optou pelas provas em águas abertas mesmo depois de conquistar bons resultados nas piscinas, como as vitórias nos 200 m, 400 m e 800 m livre no Multinations 2006, em Atenas. “Eu sempre gostei de provas longas, por isso, preferi a maratona. Mas é totalmente diferente das provas em piscina. No mar, você tem que observar várias coisas, como as bóias, e tentar se livrar dos choques com os outros atletas”, compara.

A preparação para o Pan teve mais experiência internacional este ano, do Mundial de Melbourne, no final de março, quando terminou em 26º lugar, até a sexta colocação na terceira etapa do Circuito Internacional de maratonas aquáticas, em Portugal, no último dia 26 de maio.

O foco da nadadora agora deverá ser as Olimpíadas de Pequim-2008. Ana Marcela quer participar da edição que vai marcar a estréia da maratona aquática nos Jogos.

felipão disse...

Allan do Carmo
Menos badalado do que Poliana Okimoto, Allan do Carmo, de apenas 17 anos, também garantiu uma medalha para o Brasil na maratona aquática, prova estreante nos Jogos Pan-Americanos. Ele foi bronze nos 10 km, consolidando-se como uma das esperanças do país na modalidade, que também foi incluída no programa olímpico.

As boas condições para se praticar a maratona aquática na Bahia favoreceram a entrada e o desenvolvimento de Allan do Carmo na modalidade que fará sua estréia nos Jogos Pan-Americanos. O jovem de 17 anos começou a nadar aos dois, com a família. Como gostava das provas longas, de fundo, a transição para as maratonas foi natural. Aos 10 anos, ele fez a primeira prova, e não parou mais.

Com um calendário recheado de competições nas águas quentes da Bahia, Allan continua defendendo o ACEB, ao contrário da compatriota Ana Marcela Cunha, que deixou Salvador e passou a morar em Santos, no litoral paulista.

Dos muitos favoritos na disputa por uma vaga no Pan, Allan foi o único a confirmar sua posição, na seletiva realizada no dia 12 de maio, no Rio de Janeiro, que reuniu 20 atletas no total. Ele ganhou a prova dos 10 km com o tempo de 2h06, mas sofreu forte concorrência. O segundo colocado, Marcelo Romanelli, a zebra da seletiva, chegou apenas dois segundos atrás.

Allan chegou para a disputa com boa bagagem. Na temporada 2005-2007, ele foi bicampeão sul-americano juvenil. Em 2006, foi campeão dos Jogos da Odesur (Organização Desportiva Sul-Americana), em Buenos Aires. Só que a vitória foi nos 5 km, distância que não faz parte do programa do Pan-Americano.

Na atual temporada, Allan foi o melhor atleta pan-americano na disputa dos 10 km no Mundial de esportes aquáticos realizado na Austrália. Ele conquistou um 17º lugar na prova. “Acho que poderia ter sido melhor, mas do jeito que o nível foi forte, estou satisfeito com meu desempenho. Não senti a água fria nem mexida, mas levei uma pancada na boca, na primeira das quatro voltas”, justificou.

Na etapa de Sevilha (Espanha) do circuito de maratonas aquáticas da federação internacional, disputada no último dia 9 de junho, Allan conseguiu um sexto lugar. Porém, desta vez, acabou atrás de dois norte-americanos que podem ser seus adversários no Rio de Janeiro.

A diferença foi pequena. O brasileiro marcou 1h52min04, ficando apenas um segundo atrás de Charles Peterson, quinto colocado, e dez segundos atrás de Fran Crippen, que terminou em quarto.

Por seu desempenho, o atleta ganhou a confiança do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes. “O Allan pode surpreender, porque é um atleta jovem e já vem mostrando muitos bons resultados”, afirma. Confiança que ganhou mais um impulso com a medalha no Pan.

felipão disse...

Luiz Arapiraca
O baiano Luiz Arapiraca não foi bem e ficou na quinta posição nos 1500 m livre do Pan, com uma marca de 15min39s32.
Para o fundista de medidas tão anômalas entre os gigantes da natação, Luiz compensa a falta de tamanho com uma preparação diferencial fora da água. Entre um treino e outro, o nadador baiano se dedica a aulas de pilates para o fortalecimento das pernas. Como resultado, levou a primeira vaga da prova dos 1.500 m dos Jogos Pan-Americanos.

Bicampeão da Copa Latina, o nadador concilia a rotina pesada com as aulas da faculdade de Educação Física, que cursa em Salvador. Com o incentivo de seu pai, Rogério Arapiraca, ex-nadador, Luiz nada desde os quatro anos. Já entre os juvenis, passou a disputar maratonas, e mudou de vez o perfil de suas provas.

Entre seus principais ídolos do nadador estão Djan Madruga e Luiz Lima. Caseiro, Luiz diz que não dá tempo para se dedicar a outros lazeres. Sua única mania: subir sempre no bloco da raia com o pé direito antes da prova.

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Nayara Ribeiro
Aos 23 anos, a nadadora Nayara Ribeiro disputou o seu primeiro Pan. E chegou a final dos 800 m livre, no qual ficou na sétima colocação.

Nayara sempre quis ser bailarina. Mas, aos oito anos, sua saúde frágil e uma faringite que não sarava por nada a levaram às piscinas.

A atleta só teve certeza de que era isso mesmo que queria - e sabia fazer - alguns anos depois, quando, aos 14 anos, venceu seu primeiro Sul-Americano, disputado em Vitória, e quebrou um recorde que durava dez anos da ex-nadadora Patrícia Comin.

Classificada para os 800 m livre ao lado da favorita Poliana Okimoto, Nayara diz que até gostaria de fazer como a paulista e disputar provas de longa distância, mas confessa que, apesar da origem, tem medo de mar. "Já realizei pequenas travessias lá em Salvador mesmo, mas tenho muito medo de mar e de tubarão!", diz Nayara, que treina na Fonte Nova.

Cursando faculdade de direito na FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciência), a nadadora divide o dia entre os treinos, musculação, os estudos e, quando dá tempo, cinema. Seu ídolo é Ayrton Senna. "Ele é um parâmetro para mim, por tudo o que realizou, o que conquistou, e o que representa até hoje para o país", divaga.

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Poliana Okimoto
Como previsto e até mesmo planejado pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a primeira medalha do Brasil no Pan-Americano veio com Poliana Okimoto, na maratona aquática. Mas o fato de subir ao pódio para receber a prata não satisfez completamente a nadadora, que comemorou a conquista, mas não deixou de lamentar ter perdido a chance do ouro. E foi realmente por muito pouco que a atleta não abriu a programação em grande estilo.

A norte-americana Chloe Sutton, de apenas 15 anos, principal rival da brasileira, permaneceu na liderança da prova por mais de 9 km. Mas, nos últimos metros, Poliana acelerou o ritmo em busca da adversária, chegou a ficar à frente da competidora dos EUA, mas ficou um pouco atrás na batida de mão no pórtico de chegada.

O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, havia pedido ao comitê organizador do Pan para inverter a ordem das provas de maratona no Pan, as primeiras a valer medalhas, apostando exatamente em Poliana.

Mas justamente o desempenho da maratona tirou Poliana dos 800 m livre. A atleta sofreu uma indisposição estomacal por engolir a água poluída do mar de Copacabana. Ela conseguiu a vaga para a prova ao vencer os 800 m na última seletiva para o Pan, no início de maio. No parque aquático Júlio Delamare, ela fez o tempo de 8min46s87.

Depois de reclamar durante a competição da falta de patrocínio, a atleta fechou contrato de quatro anos com uma marca de produtos esportivos. E foi garantir sua vaga na maratona, com o tempo de 2h11min28, na seletiva realizada no dia 12 de maio, também no Rio de Janeiro.

Com o bom desempenho no Pan, a atleta espera ter mais visibilidade para conseguir reconhecimento e atrair mais patrocinadores. Porque, em termos de competitividade, ela já conseguiu bons resultados. No ano passado, foi vice-campeã do Mundial de Águas Abertas, na Itália. Na preparação para os Jogos, conseguiu um terceiro lugar na etapa de Sevilha do circuito da federação internacional.

Seu sonho é disputar as Olimpíadas. "A cabeça da gente não pára nunca. Quando consegue um objetivo, já coloca mais três nos planos", admite.

O início da carreira promissora foi mesmo nas piscinas. Poliana gostava de provas longas e só fazia travessias no mar "de vez em quando, como treino". Mas, em 2005, ela resolveu participar da Travessia dos Fortes e o resultado mudou seus planos. "Pensei em ver como era e, talvez, ficar em quinto lugar, porque a premiação era boa. Só que eu ganhei e bati o recorde da prova. Foi um susto", lembra.

A partir daí, ela deixou de ter medo do mar e das concorrentes. No Mundial de 2006, levou uma cotovelada e teve um tímpano rompido. No Mundial de esportes aquáticos de Melbourne, em março deste ano, terminou em oitavo lugar depois de enfrentar não apenas as rivais, mas também as águas-vivas.

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ÁGUAS ABERTAS

II MARATONA AQUÁTICA INTERNACIONAL DE SANTOS/TROFÉU RENATA AGONDI REÚNE OS MELHORES DO MUNDO, NA PRAIA DO BOQUEIRÃO

SÃO PAULO, 25/01/2008 18:25
Dejair Santos, Unisanta
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Definida como a maior competição de natação em águas abertas já realizada no mundo, segundo o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes Filho, a II Maratona Aquática da Cidade de Santos/Troféu Renata Agondi, reúne os melhores nadadores do mundo, a partir das 10 horas (homens) e 10h10 (mulheres), deste sábado (26), na Praia do Boqueirão em Santos, na abertura do mais importante circuito mundial de maratonas aquáticas, o Fina 10 km Marathon Swimming World Cup 2008.

A competição, que integra as comemorações do 462º. Aniversário da Cidade de Santos terá transmissão ao vivo pela Santa Cecília TV e Canal Sportv, do Sistema Globosat. Antes ocorre uma prova nacional, a Travessia UNISANTA/Renata Agondi, com largada às 9h30 para os homens e às 9h50 para as mulheres, disputa em 1.200 metros, reunindo cerca de 500 nadadores de todas as categorias e condições de nado, do mirim ao master.

A II Maratona Internacional de Santos/Troféu Renata Agondi atraiu um grande número de atletas (92) e países (17), por estar a apenas três meses do Mundial de Maratonas Aquáticas, em maio, na cidade espanhola de Sevilha. Muitas equipes, entre as quais o Brasil, usarão a competição para selecionar seus atletas. Além de 20 mil dólares em prêmios, os atletas lutam pelos pontos no ranking mundial da Fina.

O Brasil tem Poliana Okimoto entre os atletas “top 10” das maratonas aquáticas no mundo. Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e vice-campeã do último Mundial de Maratonas, em 2006, nas provas de 5 e 10 quilômetros, ela está em terceiro no ranking mundial da modalidade e é um dos nomes mais cotados para o pódio nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. Antes, porém, Poliana precisará conquistar neste sábado uma das duas vagas femininas para o Mundial de Sevilha e, uma vez lá, ficar entre as 10 melhores.

A maratonista brasileira terá adversárias de peso em Santos. Se vencer, ela terá duas “revanches”. A primeira com a russa Larissa Ilchenko, campeã nos 5km e 10km do Mundial de Esportes Aquáticos de Melbourne, em 2007, e campeã do Mundial de Maratonas de 2006, na Itália, também nos 5 e 10 quilômetros, nesta última competição, provas em que Poliana foi medalha de prata. A segunda com Chloe Sutton, a americana campeã dos Jogos Pan-Americanos, em julho passado. Também estarão na praia do Boqueirão, as alemãs Ângela Maurer e Britta Kamrau, respectivamente primeira e segunda do ranking mundial de 2007. A veterana e supercampeã de maratonas aquáticas Edith van Dijk, da Holanda, também está de volta às águas abertas nesta etapa de Santos. Mas Poliana não parece preocupada com as adversárias.

Outra brasileira na prova que luta por um lugar em Sevilha é Ana Marcela Cunha, da UNISANTA. Sétima colocada nos Jogos Pan-Americanos. Ana, de 15 anos, vem se destacando a cada competição e, três quilos mais magra, está motivada. “Estou treinando sem parar. Disputei a maratona Mar Grande- Salvador há poucos dias, e venci pela segunda vez. Mesmo com pouco tempo de espaço para Santos, estou bastante otimista em conseguir a vaga para o Mundial de Sevilha, e de preferência vencendo aqui em Santos porque a primeira colocada tem direito de levar o técnico e quero levar o meu (Márcio Latuf)”, disse.

Entre os homens a disputa também não será fácil. O brasileiro Allan do Carmo, medalha de bronze no Pan do Rio, também poderá competir com o vencedor e o vice dos Jogos, os americanos Francis Crippen e Charles Petterson. Outro “osso duro” será o russo Yuri Kudinov, campeão dos 25 quilômetros do Mundial dos Esportes Aquáticos de Melbourne, vice-campeão desta distância no Mundial de Maratonas de 2006; e prata na Maratona de Santos do ano passado.

Dos 92 atletas inscritos para essa segunda edição da II Maratona Aquática da Cidade de Santos/Troféu Renata Agondi, 29 são brasileiros. Depois surgem com maiores contingentes a Rússia (tricampeã mundial), com 11 atletas; Estados Unidos e Itália, com oito; México, 6; Nigéria, Portugal, França, Argentina, Egito, Espanha, França, Israel e Alemanha, 3; Chile, Holanda e Polônia, um cada. Dos atletas inscritos, os russos estão no Brasil, em treinamento, na Universidade Santa Cecília (UNISANTA), de Santos, organizadora do evento, desde o último dia 8.

A organização é da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), com a chancela da Federação Aquática Paulista (FAP) e Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Apoio: Correios (patrocinador Oficial da Natação Brasileira), Blue Seventy (patrocinadora Fina do Circuito Mundial); Sistema A Tribuna de Comunicação; Prefeitura Municipal de Santos; Santos e Região Convention & Visitors Bureau, Sabesp, Capitania dos Portos do Estado de São Paulo; 17º Grupamento de Bombeiros e Polícia Militar do Estado de São Paulo – 6º BPM/I. Supervisão Técnica e Arbitragem: Federação Aquática Paulista – FAP.

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Poliana, Ana Marcela, Allan e Marcelo nas maratonas aquáticas


Os quatro brasileiros que tentarão vaga nas Olimpíadas para as provas de maratonas aquáticas já estão definidos. Serão os mesmos nomes que disputaram o Pan 2007: Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Marcelo Romanelli.

Eles garantiram o direito de disputar uma vaga em Pequim após seus desempenhos na Travessia Internacional de Santos, primeira prova do ano do circuito da Fina (Federação Internacional de Natação).

Na prova feminina de 10km, vencida pela russa Larissa Ilchenko, Ana Marcela ficou na quinta posição, enquanto Poliana foi a nona. Entre os homens, Allan foi o terceiro e Marcelo, o 12º. A disputa foi vencida pelo italiano Valério Cleri.

Para garantirem vaga olímpica, entretanto, os brasileiros terão de ficar entre os 10 primeiros colocados no Mundial de Sevilha, em maio. Caso não consigam essa classificação, eles tentarão a vaga com base em critérios continentais.